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Minhocão: projeto que prevê melhorias urbanísticas vence prêmio da Bienal (04/12/07)
O projeto "O Novo Elevado", dos arquitetos José Alves e Juliana Corradini, ambos do Escritório Frentes, foi o vencedor do 1º Prêmio na Exposição Geral de Arquitetos da 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, na categoria Projeto Não-Executado. O resultado da premiação, que teve como júri arquitetos brasileiros e estrangeiros, foi divulgado no último dia 29 de novembro.
O projeto de Alves e Corradini é o mesmo que ganhou, entre 46 concorrentes, a 2ª edição do Prêmio Prestes Maia de Urbanismo, realizada em 2006, cujo tema foi a requalificação urbanística do Elevado Costa e Silva (conhecido como Minhocão) e seu entorno - fato que reforça a posição da Prefeitura da Cidade de São Paulo, que já havia retomado as negociações para a continuidade dos estudos visando remodelar a obra, que liga o Centro à zona Oeste da Capital.
O projeto, em linhas gerais, prevê o confinamento das pistas do Elevado em um túnel metálico e ventilado, com tratamento acústico, permitindo seu uso ininterrupto, ao contrário do atual, que é restrito. Sobre o teto dessa estrutura, ou seja, acima da pista por onde passam cerca de 80 mil veículos por dia, os arquitetos propõem a criação de um parque com 60 mil metros quadrados - dos quais 24 mil metros quadrados são de área verde -, onde também estão previstas ciclovias, quadras esportivas e pistas de skate.
As entradas para o parque seriam por edifícios de acesso - áreas que podem funcionar também como centro cultural, com teatros, escolas, bibliotecas e restaurantes; e incluir estacionamentos para mais de 2.500 carros, integrando o entorno. Por último, as laterais do Minhocão ganhariam algumas galerias que, segundo os arquitetos, poderiam ser exploradas pela iniciativa privada.
No entender do arquiteto Luiz Bloch, secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Planejamento - que coordenou a segunda edição do Prêmio Prestes Maia -, a proposta de Alves e Corradini foi a que aliou melhor a possibilidade de execução da obra e a criatividade. "Foi uma boa solução para que pelo menos possamos conviver com essa cicatriz, mantendo os benefícios viários e atenuando os prejuízos atualmente causados ao seu entorno", diz. |